segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Mais cinemas, menos bingos
20/09/2009
No passado, as salas de cinema viraram igrejas evangélicas, estacionamentos e bingos.
Os três signficavam o oposto do cinema, do cinema que amamos, como expressão de liberdade e de crescimento espiritual.
De todos, o que mais me agredia era o bingo, pelo poder de corrupção, de sujeira, de contágio doentio que traz consigo.
O lobby da jogatina está tentando (e conseguindo) fazer com que os bingos voltem. Já passou com folga (entenda-se, deputados de situação e oposição unidos) numa comissão da Câmara.
É impressionante como coisas destrutivas (porém lucrativas) lutam para impor tudo que é indecente com argumentos mais indecentes ainda, que não convém nem repetir de tão imorais.
E outra: ninguém precisa das ultrajantes esmolas que eles propõem distribuir aqui e ali.
Que muitas salas de cinema, de leitura, de espetáculos, de arte abram e possam contribuir para a população se instruir, se divertir, se aperfeiçoar. Bingos, não.
Um comentário geral:
Eu entendo as senhoras que iam se divertir nos bingos com R$ 10 por noite. Posso até entender que existam donos de bingos honestos.
Mas o fenômeno da liberação é mais grave. De cara, ela é só o início da atividade do lobby pela reabertura dos cassinos.
Certas alegações não fazem sentido. Dizer que bingos criam emprego é uma falácia.
Ora, o cinema mudo também dava muito emprego a músicos. Quando acabou foi uma crise desgraçada no setor. Devemos, então, reabrir o cinema mudo?
Os empregos não criados aqui serão criados no Paraguai? Ótimo. Eles estão mais precisados do que nós.
Devemos ter bingos e cassinos porque nos países ricos é assim? Então deveríamos saudar a chegada do crime organizado (não o dos cassinos, o do PCC), o racismo, os pogroms etc.
É um argumento que não faz sentido. O que podemos copiar dos países desenvolvidos é a igualdade sueca, o sistema de saúde francês etc. Não cassinos.
A alegação dos deputados de que se trata de legalizar algo que existe de fato é inacreditável.
A seguir essa lógica também podemos legalizar o assassino de primeiro grau, por exemplo, que existe há mais tempo que os bingos.
Também sou contra o excesso de loterias administradas pela Caixa Econômica, mas é preciso reconhecer que a natureza desses jogos tipo loteria é completamente outra. Em todo caso, se fossem proibidos, também, teriam meu apoio. Nesse papo de jogatina eu fecho com o presidente Dutra. É coisa deletéria.
Nem estou falando de bingos que inventam galeria de arte fajuta e buscam dinheiro de leis de incentivo à cultura, portanto dinheiro que era da literatura, do teatro, das artes, do cinema.
Por Inácio Araujo às 03h52
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Dia sem carro... Em Ribeirão Preto ?
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Obras do Governo Federal
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
No Senado, está difícil achar alguém que valha a pena
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Tudo Igual do Mesmo
Eis que a luz apagou-se. Mercadante decidiu ficar e vender sua reputação (veja matéria em http://noticias.uol.com.br/politica/2009/08/21/ult5773u2176.jhtm ). Uma tristeza, porque Mercadante era um dos últimos homens do PT cuja honra, pelo menos para mim, ainda estava intacta. Ver o Bigode vender a alma ao diabo (com todo respeito ao diabo) foi terrível.
Como se não bastasse. O PT já estuda lançar Palocci como candidato no lugar de Dilma. Ela ficou meio mal com este negócio de visita da mulher da Receita. Passou por mentirosa, porque acharam o motorista e ele confessou tudo. Bom, quem mente por isso, vai mentir em campanha também. Não que esperássemos, infantilmente, que ela fosse falar a verdade. Mas é que pelo menos tentamos fingir.
Agora, lançar o Palocci será um ato glorioso. Porque, aí sim, o PT mostrará a que veio. Mostrará que os discursos na época da ditadura nada mais eram do que mentiras deslavadas para enganar os desavisados. Era tudo uma fachada para enganar os revoltados com os desmandos da ditadura. E enganaram como nunca na história deste país.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Coluna na IstoÉ
Colunistas
Leonardo Attuch
Ética não se devolve
Se uns merecem ser cassados pelos atos secretos, Arthur Virgílio deveria cair pela cara de pau
Agora, é fácil. Roubou, devolve. Sem pressa, em suaves prestações. É esse o padrão que o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), moralista número 1 do Congresso, pretende inaugurar na Nova República. Virgílio, que pede a cassação do presidente da Casa, José Sarney, também foi pego fazendo estripulias.
Recebeu um empréstimo de R$ 10 mil do diretor-geral Agaciel Maia e bancou, com nosso dinheiro, um funcionário fantasma durante 18 meses, que recebeu R$ 210 mil enquanto estudava teatro na Espanha. Flagrado, Virgílio não perdeu a pose. Fez um depósito de R$ 60,6 mil em nome da União e promete pagar o restante em parcelas de R$ 50 mil, à medida que vá vendendo imóveis.
Do alto de sua superioridade moral, Virgílio desafiou seus colegas a fazer o mesmo, como se fosse o mais casto dos senadores. Ocorre que a ética na política é muito parecida com a virgindade. Não se pode hipotecá-la. E, uma vez perdida, não há cirurgia que restitua a pureza original. Quando se escorrega, o procedimento natural de um homem público é reconhecer o erro, penitenciar-se e retirar o time de campo. O inaceitável, que soa como malandragem, é a tentativa de transformar vícios em virtudes. Aliás, se todos pudessem agir como o senador tucano, não haveria mais corruptos no Brasil nem a necessidade de polícia, Justiça ou coisa que o valha. Bastaria devolver a prazo o dinheiro subtraído a vista, apenas quando os escândalos fossem descobertos. Imagine-se, por hipótese, que o padrão Arthur Virgílio valesse também para o juiz Nicolau dos Santos Neto. Ele venderia o apartamento em Miami e já estaria novamente construindo sedes faraônicas de tribunais.
O ex-presidente Fernando Collor teria evitado o impeachment comprando uma nova Fiat Elba a prazo. E Delúbio Soares, José Dirceu, Marcos Valério e muitos outros personagens da cena política brasileira não estariam enfrentando tantos processos na Justiça.
O que a moral virgiliana escancara é muito simples. A atual crise do Senado não tem absolutamente nada a ver com ética ou interesse público. Trata-se, pura e simplesmente, de uma guerra política entre gangues distintas. A forma mais simples de compreendê-la é enxergar o Senado como uma gigantesca boca de fumo numa favela carioca, disputada por bandos rivais. Conquistar o território é essencial para uma disputa ainda mais importante: a do Palácio do Planalto.
E se uns merecem ser cassados por atos secretos, outros têm que ser cassados pela cara de pau. O problema do Brasil, definitivamente, não é a ética ou a falta dela, mas sim os éticos que se apropriam da causa.
31/7/2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Vamos mudar a constituição ?
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Gol de placa
Cláudio Lembo
De São Paulo
Vai mal. Muitos já perceberam a decadência de nosso grau de civilidade. Falam. Pregam no deserto. Ninguém quer escutar. É bom viver o dia que passa. O futuro a Deus pertence. É o pensamento hegemônico.
Caíram por terra os nossos mais sadios traços de convivência. Ninguém respeita ninguém. Os professores são desconsiderados em salas de aulas. Os pais não se relacionam com seus filhos.
Uma confusão geral. Esta se desdobra em todos os setores da sociedade. Nas relações de trabalho, os conflitos são comuns. No interior das religiões, atos impensáveis. Nada de bom exemplo.
Uma onda de deboche. Uma malícia disseminada em todas as conversas. Avança para a política. Todos se "lixam" de todos. As relações sociais se deturpam. As condutas ferem o sentimento médio acumulado por séculos.
A que se deve tão ampla onda de rompimento da convivência entre as pessoas? As causas podem ser muitas. A urbanização desenfreada que trouxe, para um único local, culturas diversas.
Ou então os meios de comunicação eletrônica que lançaram uma avalanche de costumes desconhecidos de amplos setores da sociedade. Os hábitos de determinados setores urbanos transferiram-se para todo o país.
Deu no que deu. Ninguém respeita ninguém. Uma entropia invade todos os segmentos da sociedade. Há campanhas publicitárias sobre tudo. Não há campanhas informativas sobre como proceder.
Inexiste preocupação sobre aspectos mínimos da razoável forma de se conduzir por parte das pessoas. Elas não são incentivadas a praticarem formas civis de convívio.
Tudo se tornou uma luta de todos contra todos. A agressividade invadiu o contexto social. Viver em sociedade, apesar do ensinamento em contrário, dos antigos filósofos, tornou-se oneroso.
Daí a fuga para um individualismo perverso. A retirada para o interior das moradias. O não conhecer o vizinho. A ausência da boa troca de idéias. Tudo recuou para o individual.
Quando se busca o convívio surge, comumente, o desafio do diálogo pobre. Entrecortado por frases desconexas e tratamento desprimoroso. Perdeu-se o traço singular do ser humano: a capacidade de convívio.
Isto acontece em todas as sociedades. Atingiu grau superior por aqui. Deformaram-se nos costumes. O melhor da brasilidade perdeu-se na mediocridade.
Nada foge a esta realidade. Da universidade à várzea, proliferam as formas incivilizadas de agir. As escolas são depredadas pelos alunos. Os templos violados. As cidades agredidas pelo mau uso.
Perderam-se os núcleos básicos de aprendizado da boa educação. As crianças e os jovens estão soltos. Já não contam com os pais para ensinar as regras mínimas de conduta. Estão ao Deus dará.
Este amargor alcança muitas pessoas, particularmente os que tiveram a felicidade de viver outros tempos. Não se trata de pessimismo ou saudosismo.
É mais. Trata-se de simples constatação de uma realidade envolvente. Ela surgiu com mais vigor nesta semana. O jornal Folha de São Paulo sabatinou Ronaldo, o jogador do momento.
Quando um educador fala, ninguém dá importância no atual contexto. É mais um chato a oferecer opiniões desagradáveis. Um pernóstico recheado de doutrinas e preconceitos.
Agora, quem pôs o dedo na ferida foi ele, Ronaldo, a figura mais exposta pelos meios de comunicação nos últimos tempos. Foi duro. Salutar, porém. Ronaldo foi enfático, mais do que enfático, marcou um gol à distância.
Ao ser indagado como e onde educará seu filho, respondeu o jogador do momento, na Europa. As crianças brasileiras são maliciosas. Possuem palavreado de adolescentes. Proferem palavrões.
E ao ser provocado por grito da platéia, Ronaldo foi além. Afirmou ser seu filho brasileiro, mas que prefere que ele conte com amiguinhos europeus, sem malandragem dos amiguinhos brasileiros.
Concluiu o fenômeno: "A gente quer sempre o melhor pros filhos, e eu, podendo escolher, prefiro que ele tenha educação européia". Acertou na ferida. Não deixou saídas.
Lamentável. Lição, porém, legítima porque retrata a realidade social de degenerência dos costumes. É bom tomar atenção, se ainda houver tempo. Um pouco de boa educação não faz mal a ninguém.
É Ronaldo quem diz. Não um pedagogo qualquer.
Vários Assuntos em um Só
Filha ou máquina de ganhar dinheiro?
Já ficou longe o limite entre o que é saudável e o que é ganância no caso da menina Maísa. Os pais precisam ser chamados à razão urgentemente. Não bastasse o vídeo do menino fantasiado, agora está rolando um outro onde ela é ridicularizada pelo gagá do Sílvio Santos. Alguém com algum tipo de poder poderia parar com isso, vai acabar com a menina.
Perseguição aos que não gostam dele
Um estudo comprovou que os opositores de Hugo Chavez estão sendo perseguidos, inclusive com salários reduzidos. O problema é que não sabemos onde esta insanidade vai parar. Diz a pequena piada, que se tem pé de pato, bico de pato, corpo de pato e penas de pato, é um pato, sem dúvida. A Venezuela está com um presidente ditador, jeito de ditadura, consequências de ditadura... Só não vê quem não quer. O rastro que as ditaduras latino-americanas deixaram é assustador.
"Criminoso preso é azarado"
Especialista em segurança disse o que está acima. Também acho. É muito azar ficar preso num país onde a Justiça é uma piada, com ministros se acusando em público e ficando por isso mesmo.
Sindicatos Anti-Trabalhador
Conforme a Folha, as empresas estão fundando suas próprias associações a fim de proteger seus interesses. Os sindicatos patronais brasileiros ganham pouca - ou nenhuma - briga com os sindicatos dos empregados. Mas há de se pensar que sem as empresas, não há trabalhadores, nem economia decente.
A fraqueza dos sindicatos patronais levou a esta situação. Pensando que estavam prestando serviços aos trabalhadores, percebem agora que o tiro saiu pela culatra.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Susan Boyle
terça-feira, 31 de março de 2009
Círculo de Consumo
Resolvi colocar a versão dublada aqui no blog. Espero que você goste!
O Assalto
- Aqui é o ladrão.
- Desculpe, a telefonista deve ter se enganado, eu não queria falar com o dono do banco. Tem algum funcionário aí?
- Não, os funcionário tá tudo refém.
- Há, eu entendo. Afinal, eles trabalham quatorze horas por dia, ganham um salário ridículo, vivem levando esporro, mas não pedem demissão porque não encontram outro emprego, né? Vida difícil... Mas será que eu não poderia dar uma palavrinha com um deles?
- Impossível. Eles tá tudo amordaçado.
- Foi o que pensei. Gestão moderna, né? Se fizerem qualquer crítica, vão pro olho da rua. Não haverá, então, algum chefe por aí?
- Claro que não mermão. Quanta inguinorânça! O chefe tá na cadeia, que é o lugar mais seguro pra se comandar assalto!
- Bom... Sabe o que é? Eu tenho uma conta...
- Tamo levando tudo, ô bacana. O saldo da tua conta é zero!
- Não, isso eu já sabia. Eu sou professor! O que eu queria mesmo era uma informação sobre juro.
- Companheiro, eu sou um ladrão pé-de-chinelo. Meu negócio é pequeno. Assalto a banco, vez ou outra um sequestro. Pra saber de juro é melhor tu ligá pra Brasília.
- Sei, sei. O senhor tá na informalidade, né? Também, com o preço que tão cobrando por um voto hoje em dia.... Mas, será que não podia fazer um favor pra mim? É que eu atrasei o pagamento do cartão e queria saber quanto vou pagar de taxa.
- Tu tá pensando que eu tô brincando? Isso é um assalto!
- Longe de mim pensar que o senhor está de brincadeira! Que é um assalto eu sei perfeitamente; ninguém no mundo cobra os juros que cobram no Brasil. Mas queria saber o número preciso: seis por cento, sete por cento?
- Eu acho que tu não tá entendendo, ô mané. Sou assaltante. Trabalho na base da intimidação e da chantagem, saca?
- Ah, já tava esperando. Você vai querer vender um seguro de vida ou um título de capitalização, né?
- Não... Já falei... Eu sou.... Peraí bacana... Hoje eu tô bonzinho e vou quebrar o teu galho.
(um minuto depois)
- Alô? O sujeito aqui tá dizendo que é oito por cento ao mês.
- Puxa, que incrível!
- Incrive por quê? Tu achava que era menos?
- Não, achava que era mais ou menos isso mesmo. Tô impressionado é que, pela primeira vez na vida, eu consegui obter uma informação de uma empresa prestadora de serviço pelo telefone em menos de meia hora e sem ouvir 'Pour Elise'.
- Quer saber? Fui com a tua cara. Acabei de dar umas bordoadas no gerente e ele falou que vai te dar um desconto. Só vai te cobrar quatro por cento, tá ligado?
- Não acredito! E eu não vou ter que comprar nenhum produto do banco?
- Nadica de nada, já tá tudo acertado!
- Muito obrigado, meu senhor. Nunca fui tratado dessa...
(de repente, ouvem-se tiros e gritos)
- Ih, sujou! Puliça!
- Polícia? Que polícia? Alô? Alô?
(sinal de ocupado)
- Droga! Maldito Estado: quando o negócio começa a funcionar, entra o Governo e estraga tudo!
hahahahahhaha
Só pra descontrair um pouco...
segunda-feira, 9 de março de 2009
Roubo Monumental
O que me deixou estupefato é que houve um desvio de 200 bilhões em 2008. Isso é muito dinheiro, concorda? Foi um desvio e tanto. Foi monumental. E, pior, sabe-se quem desviou.
Quem desviou os 200 bilhões foi a população. Este é o número referente à estimativa de sonegação de 2008. Dá mais ou menos 25% do total.
Se os cidadãos pagassem seus impostos normalmente, nossas escolas seriam 25% melhores, nossos hospitais seriam 25% melhores, com 25% mais vagas. Tudo bem, não resolveria a coisa. Mas amenizaria bastante.
Moeda Alternativa
Isto já foi feito, em escala menor, no Brasil. Na época daquela inflação cabeluda, criaram a URV (Unidade Real de Valor) para indexar todas as coisas. Depois, Fernando Henrique Cardoso transformou a URV em Real, que é nossa moeda até hoje.
Será que há a intenção de transformar a SDR em moeda mundial no futuro? Não sei. Por enquanto eu só observo. Se a tal da SDR precisar ser creditada em um chip na minha testa, vou começar a ficar preocupado.


